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Floresça-se Curiosa

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O Floresça-se Curiosa está de volta — agora como um espaço pra voltar sempre, não só uma edição pra rolar uma vez. Aqui você encontra plantas, chás, alimentos, ciclos, cultura e as pessoas e projetos que caminham com a gente.

Porque curiosidade também é cuidado. ♡

Nesta edição

Destaques desta edição

Seção Raízes

Da terra para uma vida mais saudável

Raízes e tubérculos são alimentos simples, poderosos e cheios de histórias. Eles nutrem o corpo, fortalecem a saúde e conectam a gente com a terra.

Fonte de energia

Fornecem energia de forma lenta e constante.

Ricos em fibras

Ajudam no funcionamento intestinal.

Vitaminas e minerais

Fortalecem o sistema imunológico.

Mais saciedade

Contribuem para o equilíbrio do peso.

Conexão com a terra

Resgatam saberes ancestrais e valorizam nossa cultura.

Raiz, tubérculo, rizoma... é tudo a mesma coisa?

Eles são parentes, mas não são iguais. Cada um tem sua história, sua função e seus benefícios — e conhecer a diferença muda até a forma como a gente cozinha e aproveita cada um deles.

Raiz é a parte da planta que cresce para baixo da terra e tem como principais funções fixar a planta no solo e absorver água e nutrientes. Muitas raízes são comestíveis, como a cenoura, a beterraba, o rabanete e o nabo — costumam ser mais fibrosas e têm sabor marcante.

Tubérculo é um tipo de caule modificado que armazena reservas de energia, principalmente amido. Tem textura mais firme e é muito nutritivo: batata-doce, inhame, cará e mandioquinha são exemplos — mais ricos em carboidratos e com textura macia.

Rizoma é um caule que cresce horizontalmente, geralmente embaixo da terra, e também armazena nutrientes — além de dar origem a novas plantas. Gengibre e cúrcuma são os exemplos mais conhecidos, com sabor intenso e compostos bioativos.

E o bulbo? Também é um caule modificado, mas com folhas grossas e sobrepostas que armazenam energia — como cebola, alho e alho-poró, muito usados na culinária e ricos em compostos aromáticos.

"Na natureza, nada se perde. Tudo se transforma."

Dez raízes e tubérculos que você precisa conhecer

De sabores marcantes a texturas macias, essas são algumas das raízes e tubérculos mais presentes na nossa mesa — e cada um traz um jeito diferente de nutrir o corpo.

Raiz

Mandioca

Base da culinária brasileira, fonte de energia de longa duração.

Tubérculo

Inhame

Rico em fibras, ajuda na saciedade e na saúde intestinal.

Tubérculo

Batata-doce

Rica em betacaroteno, ótima aliada do treino e da imunidade.

Tubérculo

Cará

Textura macia, muito usado em caldos e purês.

Tubérculo

Mandioquinha

Doce e leve, boa opção para introdução alimentar.

Raiz

Cenoura

Fonte de vitamina A, crocante e versátil.

Raiz

Beterraba

Rica em antioxidantes, dá cor e sabor marcante aos pratos.

Rizoma

Gengibre

Termogênico natural, ótimo em chás e temperos.

Raiz

Nabo

Leve e levemente picante, ótimo assado ou em sopas.

Rizoma

Araruta

Fonte de amido de fácil digestão, tradicional na culinária caseira.

Dia 23 — toda semana, uma raiz no seu prato

Um convite recorrente para reconectar o prato com a terra. Inclua uma raiz ou tubérculo na sua alimentação e sinta a diferença.

Vida de Erveira

Plantas, histórias e saberes que curam

A cada edição, uma planta ganha destaque — com suas tradições, seus cuidados e o passo a passo do chá.

Cabelo de milho: uma tradição que a ciência começou a investigar

O chamado cabelo de milho corresponde aos longos fios presentes na inflorescência feminina do milho (Zea mays L.). Botanicamente, são os estigmas e estiletes da planta. Embora frequentemente sejam descartados durante o consumo do milho, essas estruturas possuem compostos bioativos que vêm sendo estudados por seu potencial farmacológico.

Zea mays L. — estigmas/estiletes · Família: Poaceae · Nomes populares: cabelo de milho, barba de milho, estigma do milho, barba do milho.

O uso medicinal do cabelo de milho não é recente. Ele faz parte da medicina tradicional de diferentes povos e regiões, especialmente para queixas relacionadas ao sistema urinário. Atualmente, o Maydis stigma também é objeto de avaliação pela European Medicines Agency (EMA), que o enquadra na área terapêutica de distúrbios urinários e genitais; a agência informa que a monografia europeia ainda está em processo de avaliação.

🌿 Ação diurética

É provavelmente a propriedade mais tradicionalmente associada ao cabelo de milho. Estudos experimentais observaram aumento da produção de urina e da eliminação de alguns eletrólitos após a administração de extratos de Zea mays. Uma revisão farmacológica descreveu efeitos diuréticos e kaliuréticos em modelos animais — mas os próprios autores destacam que os resultados em animais não podem ser automaticamente transferidos para seres humanos.

Há também evidência clínica limitada: um estudo citado nessa revisão, realizado com 38 voluntários, não encontrou diferença significativa na eliminação de água, sódio e potássio após uma semana de utilização de um extrato aquoso — o que mostra por que ainda são necessários estudos clínicos maiores e melhor controlados.

No Brasil, o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde/Anvisa, reconhece o estigma de Zea mays em preparação fitoterápica e descreve como indicação o auxílio no tratamento da retenção hídrica leve.

É mais adequado dizer que o cabelo de milho pode favorecer a diurese — e não que ele "limpa os rins" ou "elimina toxinas".

💧 Pode auxiliar em situações de retenção de líquidos

Por aumentar a eliminação urinária, o cabelo de milho tem uso tradicional associado à retenção hídrica leve — uso que aparece inclusive na documentação brasileira para preparações de Zea mays. Mas existe uma diferença importante: retenção de líquido é um sintoma, não uma doença. Edema pode estar relacionado a problemas cardíacos, renais, hepáticos, medicamentos, alterações hormonais ou outras condições. Por isso, o efeito diurético de uma planta não deve ser usado para tentar tratar a causa de um edema sem avaliação profissional.

🫗 Relação com o sistema urinário

O uso tradicional do cabelo de milho está fortemente ligado ao trato urinário. A literatura descreve seu emprego tradicional em situações como desconforto urinário, cistite e cálculo renal — porém, isso não significa que o cabelo de milho trate infecção urinária ou dissolva pedras nos rins.

Um aspecto particularmente importante é que estudos laboratoriais não sustentam uma ação antibacteriana consistente: uma revisão encontrou ausência de atividade antibacteriana contra várias espécies bacterianas testadas. Assim, não é adequado apresentar o chá como substituto de tratamento de uma infecção urinária.

🌱 Presença de compostos antioxidantes

O cabelo de milho apresenta uma composição fitoquímica interessante. Entre os compostos descritos estão:

  • Flavonoides
  • Compostos fenólicos
  • Ácidos fenólicos
  • Terpenoides
  • Esteróis
  • Saponinas
  • Alcaloides

Esses componentes ajudam a explicar por que diferentes estudos experimentais encontraram atividade antioxidante nos extratos de Zea mays. Mas aqui também vale uma distinção importante: demonstrar atividade antioxidante em laboratório não significa que beber o chá previna doenças específicas. São necessários estudos clínicos para estabelecer esse tipo de benefício.

🩸 Possível influência sobre a glicemia

Esse é um dos campos que despertaram interesse científico. Há estudos experimentais indicando que extratos de cabelo de milho podem apresentar efeito hipoglicemiante. Existe também pelo menos um estudo em seres humanos — com homens com diabetes, avaliando o consumo de pó de cabelo de milho durante dois meses — que encontrou alterações significativas na glicemia e na hemoglobina glicada.

Entretanto, esse resultado isolado não é suficiente para recomendar o cabelo de milho como tratamento do diabetes: a quantidade de participantes, o desenho do estudo e a necessidade de reprodução dos resultados em ensaios clínicos maiores precisam ser considerados. Esse cuidado é especialmente importante porque a própria documentação brasileira alerta para a possibilidade de potencialização do efeito de medicamentos hipoglicemiantes.

❤️ Pressão arterial

A atividade diurética também levantou a hipótese de que o cabelo de milho possa influenciar a pressão arterial. Em modelos animais, extratos aquosos produziram aumento da eliminação urinária e redução da pressão arterial — porém isso não significa que o chá possa ser utilizado como tratamento para hipertensão em seres humanos. Uma redução excessiva da pressão pode ser indesejada, principalmente quando a pessoa já utiliza medicamentos que também reduzem a pressão ou aumentam a eliminação de líquidos.

🔬 Ação anti-inflamatória: uma possibilidade em investigação

Revisões mais recentes descrevem resultados experimentais relacionados à atividade anti-inflamatória dos compostos presentes no cabelo de milho. Entretanto, neste momento, é mais correto falar em potencial anti-inflamatório demonstrado em estudos experimentais do que afirmar que o chá de cabelo de milho seja um tratamento anti-inflamatório.

🌾 Por que o cabelo de milho desperta tanto interesse?

Uma das características interessantes dessa planta é que algo tradicionalmente considerado um subproduto ou resíduo da produção do milho apresenta uma quantidade significativa de compostos bioativos. Uma revisão abrangente publicada em 2023 identificou centenas de compostos naturais associados às diferentes partes do milho, incluindo flavonoides, terpenos, fenilpropanoides e alcaloides, e reuniu evidências experimentais de atividades antioxidantes, diuréticas, anti-inflamatórias e metabólicas. Isso coloca o cabelo de milho em uma área interessante de pesquisa: transformar um subproduto agrícola em matéria-prima de interesse farmacológico e alimentar.

⚠️ E os cuidados?

Esse ponto é tão importante quanto falar dos benefícios. O efeito diurético significa que o cabelo de milho pode interferir no equilíbrio de água e eletrólitos. A documentação brasileira também chama atenção para alergias e para possíveis interações com medicamentos hipoglicemiantes.

Além disso, a utilização medicinal não deve ser encarada como simplesmente "natural = seguro". Pessoas com doenças renais ou cardíacas, alterações importantes de pressão ou que utilizam medicamentos que interferem na pressão, glicemia, diurese ou eletrólitos precisam de orientação profissional antes de utilizar uma planta com ação diurética. Há uma diferença fundamental entre usar tradicionalmente uma planta e ter evidência clínica suficiente para indicar aquela planta para determinada doença.

🌿 Em resumo

O cabelo de milho (Zea mays L.) apresenta potencial farmacológico, especialmente relacionado à ação diurética. Há também pesquisas sobre suas atividades antioxidante, anti-inflamatória e metabólica, incluindo possíveis efeitos sobre a glicemia e a pressão arterial.

Entretanto, grande parte dessa literatura ainda é baseada em estudos in vitro e em animais, e os estudos clínicos em humanos permanecem relativamente limitados. Revisões recentes continuam apontando a necessidade de ensaios clínicos maiores para determinar eficácia, segurança, doses e indicações específicas.

Cabelo de milho: uma tradição que a ciência começou a investigar.

Referências bibliográficas

HASANUDIN, K.; HASHIM, P.; MUSTAFA, S. Corn Silk (Stigma maydis) in Healthcare: A Phytochemical and Pharmacological Review. Molecules, v. 17, n. 8, p. 9697–9715, 2012. DOI: 10.3390/molecules17089697.

ZHANG et al. An Umbrella Insight into the Phytochemistry Features and Biological Activities of Corn Silk: A Narrative Review. PubMed, 2024. PMID: 38398644.

By-products of Zea mays L.: A Promising Source of Medicinal Properties with Phytochemistry and Pharmacological Activities: A Comprehensive Review. PubMed, 2023. PMID: 36721262.

BRASIL. Ministério da Saúde. Primeiro Suplemento do Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira – 1ª edição. Brasília: Anvisa. Monografia de Zea mays L. (estigma).

EUROPEAN MEDICINES AGENCY – EMA. Maydis stigma – herbal medicinal product. Zea mays L., stigma. Monografia europeia em desenvolvimento.

Edição anterior · Setembro: Artemísia

Artemísia: uma aliada ancestral

A Artemísia (Artemisia vulgaris) é uma planta medicinal conhecida há séculos em diferentes culturas. Valorizada por suas propriedades tradicionais, ela está presente em rituais, chás e preparações que atravessam gerações.

É considerada uma planta de proteção, limpeza e equilíbrio, além de ser associada ao feminino, aos ciclos da vida e à intuição. Na tradição popular, a Artemísia é conhecida como a planta das mulheres.

Tradição e cultura — é utilizada em diversas tradições ao redor do mundo, dos povos indígenas à cultura popular europeia e asiática. É conhecida por estar presente em momentos de transição, em rituais de passagem e como planta de conexão espiritual.

"Existem plantas que nos lembram da nossa força silenciosa."

Como preparar o chá — uma colher de chá da planta seca para 250 ml de água quente. Deixe em infusão por 5 a 10 minutos, coe e aproveite. Um momento de pausa para cuidar de você.

Na próxima edição: uma nova planta, uma nova história

Cada mês, um novo chá ganha espaço aqui — com suas tradições, seus cuidados e o passo a passo de preparo.

Artigos

Ciência, corpo e reflexão

Estudos, pesquisas e leituras selecionadas pela Ana Paula Leijoto pra aprofundar o que a gente conversa por aqui — sempre com a ciência como ponto de partida.

Seção novinha em folha! Esse primeiro artigo veio de uma indicação da própria Ana Paula — mais leituras devem entrar aqui com o tempo.

Menopausa não é o fim: o que acontece com o ovário depois da vida reprodutiva?

Por muito tempo, a ideia predominante era que, depois da menopausa, o ovário simplesmente "desligava". A produção dos principais hormônios ovarianos diminui, os ciclos menstruais terminam e a função reprodutiva chega ao fim. Mas será que isso significa que o ovário deixa de ter atividade?

Um estudo publicado em 2026 na revista Molecular Human Reproduction traz uma perspectiva interessante: talvez o ovário continue biologicamente ativo mesmo depois de perder sua função reprodutiva.

O que os pesquisadores descobriram?

Pesquisadores estudaram ovários de camundongos em diferentes fases da vida: jovens, em idade reprodutiva, animais com envelhecimento reprodutivo e animais já na fase pós-reprodutiva. Eles observaram que, com o envelhecimento, o ovário passa por mudanças importantes.

Os folículos — estruturas que contêm os óvulos — praticamente desaparecem. Ao mesmo tempo, o tecido ovariano sofre uma remodelação, com aumento de colágeno e sinais de fibrose. Mas a mudança mais curiosa foi observada no comportamento molecular do órgão.

À medida que o ovário envelhece, sua atividade genética deixa de estar predominantemente relacionada à reprodução e passa a apresentar características associadas ao sistema imunológico e à inflamação. Os pesquisadores encontraram maior presença de células como linfócitos T, macrófagos e células gigantes multinucleadas, além de alterações na expressão de genes relacionados à apresentação de antígenos, ativação de leucócitos e outras funções imunológicas.

O ovário vira um órgão do sistema imunológico?

Não exatamente — e esse é um ponto importante. Quando os pesquisadores dizem que o ovário adquire um perfil "immune-like", ou semelhante ao imunológico, eles não estão afirmando que ele literalmente se transforma em um órgão do sistema imune, como o baço ou os linfonodos.

A ideia é que, depois da perda da função reprodutiva, o ambiente do ovário passa a apresentar características celulares e moleculares semelhantes às encontradas em processos imunológicos e inflamatórios. É uma mudança de identidade funcional bastante interessante.

E por que isso importa?

Porque pode mudar a maneira como enxergamos o envelhecimento feminino. Se o ovário pós-reprodutivo continua produzindo sinais e interagindo com outras células, talvez ele não seja apenas uma estrutura que perdeu sua função reprodutiva. Os autores levantam a possibilidade de que o ovário envelhecido produza mediadores inflamatórios capazes de atuar também fora dele, influenciando outros tecidos do organismo.

Mas aqui é importante separar descoberta de hipótese. O estudo não prova que o ovário seja responsável pelo envelhecimento do corpo, nem que ele cause as doenças que aparecem com maior frequência depois da menopausa. O que ele mostra é que existe uma atividade biológica no ovário pós-reprodutivo que merece ser estudada com muito mais atenção.

O ovário realmente fica "inativo" depois da menopausa?

Talvez não. Além das descobertas feitas nos camundongos, os pesquisadores destacam evidências anteriores de que ovários humanos após a menopausa ainda podem produzir pequenas quantidades de hormônios, principalmente testosterona e outros andrógenos, além de quantidades menores de estrogênios.

Ou seja: perder a capacidade de ovular não significa necessariamente que todas as atividades do ovário desapareçam. O órgão muda. E essa mudança pode ser muito mais complexa do que simplesmente "parar de funcionar".

Uma nova pergunta sobre a menopausa

A grande contribuição desse estudo talvez esteja justamente em mudar a pergunta. Em vez de pensar apenas "o que acontece quando o ovário para de produzir hormônios?", podemos começar a perguntar: "o que o ovário passa a fazer depois que sua função reprodutiva termina?"

Essa diferença parece pequena, mas pode abrir uma nova área de investigação sobre menopausa, envelhecimento e saúde feminina. Os pesquisadores sugerem que entender esse ambiente inflamatório do ovário pós-reprodutivo pode, no futuro, ajudar a investigar novas estratégias para preservar a saúde ao longo do envelhecimento — inclusive abordagens que não dependam necessariamente da reposição hormonal. Mas isso ainda é uma possibilidade para pesquisas futuras.

O que ainda precisamos descobrir?

O estudo foi realizado em camundongos, e não em mulheres — por isso, não podemos simplesmente transferir seus resultados para o organismo humano. Além disso, os próprios pesquisadores reconhecem limitações importantes: como foi utilizada uma análise de expressão gênica em tecido ovariano como um todo, ainda não é possível determinar com precisão quais células são responsáveis por todas essas mudanças.

Novos estudos, utilizando técnicas como análise de célula única e rastreamento da origem celular, poderão ajudar a responder essas perguntas — e também entender se essas alterações observadas no ovário realmente influenciam outros órgãos e, principalmente, se isso tem alguma consequência relevante para a saúde das mulheres.

Talvez o ovário não seja apenas sobre reprodução

Durante muito tempo, o ovário foi enxergado principalmente pela sua função reprodutiva: produzir óvulos e hormônios relacionados à reprodução. Mas o envelhecimento mostra que a história pode ser mais complexa. Depois da vida reprodutiva, o ovário muda profundamente — mas não necessariamente se torna biologicamente irrelevante. Ele pode continuar sendo um tecido ativo, com células, sinais moleculares e interações que ainda estamos começando a compreender.

"Menopausa não é o fim. É uma mudança de ciclo — e a ciência ainda está descobrindo tudo o que acontece dentro dele."

Referência

Converse A, Dipali SS, Schowe IP, et al. The post-reproductive ovary shifts from a reproductive to an immune-like organ. Molecular Human Reproduction. 2026;32(2):gaag038. DOI: 10.1093/molehr/gaag038.

Ler o estudo completo →

Mais leituras em breve

Novos artigos e estudos entram aqui conforme a gente for selecionando — sempre com curadoria e as fontes originais linkadas.

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Biomédica, acupunturista e terapeuta integrativa, criadora do Método PONTE — 27 anos de saúde, 19 deles focados na saúde da mulher. Também é escritora do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar. Perfil pessoal: @anapaulaleijoto.

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O Livro

A Brisa da Rua Me Faz Pensar

Um projeto independente de Ana Paula Leijoto, fundadora da Floresça-se — sobre território, corpo e pertencimento.

Capa do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar, de Ana Paula Leijoto

Existe algo que a rua ensina. O vento que atravessa o bairro. A água que corre — ou que falta. O silêncio que pede cuidado.

A Brisa da Rua Me Faz Pensar nasceu dessa escuta do território, dessa relação entre corpo, cidade e natureza. Mais do que um livro, é um convite para olhar ao redor com mais presença.

  • 🌿 Pertencimento
  • 💧 Responsabilidade ambiental
  • 🏘️ Cuidado com os espaços que habitamos
  • 🤝 Cidadania que começa dentro de nós

A obra nos convida a perceber que o lugar onde vivemos também faz parte de quem somos — e que cuidar dele é uma responsabilidade compartilhada.

Porque, quando a brisa toca a rua,
ela também toca a nossa consciência.

📖 Disponível em versão impressa, e-book e audiolivro

Um projeto independente que acredita que toda transformação começa pelo sentir.

Adquira o seu!
Página do interior do livro A Brisa da Rua Me Faz Pensar
Uma página do livro

Lançamento — 2025

Um brinde ao livro, em boa companhia

Registros do dia em que A Brisa da Rua Me Faz Pensar ganhou as mãos de suas primeiras leitoras.

Sobre Nós

Quem faz a Floresça-se florescer

Ana Paula Leijoto, a ervaria terapêutica, o grupo de mulheres que se encontra na lua e o podcast que virou casa. Quatro histórias, um só caminho.

Quem é Ana Paula Leijoto?

Biomédica, acupunturista e terapeuta integrativa, atuo há 27 anos na área da saúde e há 19 anos com foco na saúde da mulher.

Em 2005, realizei especialização em Doenças Neurológicas e Impotência Sexual pela University Tian Jin, na China, ampliando minha experiência com a Medicina Tradicional Chinesa e suas possibilidades de cuidado.

Ao longo da minha trajetória, estruturei uma forma de atendimento multidisciplinar e integrativa, unindo diferentes conhecimentos e práticas para olhar cada pessoa de maneira individual — considerando corpo, emoções, hábitos e contexto de vida.

Hoje, meu trabalho é também ensinar cada pessoa a compreender melhor os sinais do próprio corpo e construir caminhos de cuidado mais conscientes.

Meu jeito de cuidar ganhou um nome: Método PONTE — uma forma de conectar conhecimentos, pessoas e possibilidades de cuidado.

Ana Paula Leijoto sorrindo

Ana Paula Leijoto

Método PONTE

Corpo, mente, emoções e energia em harmonia para uma vida mais leve e consciente — seis frentes de cuidado que se conectam.

Terapia Yin Yang

Acupuntura e fitoterapia.

Terapia Preventiva

Iridologia, florais e aromoterapia, e biorressonância para alergia alimentar tardia.

Terapia do Toque

Shiatsu, bioenergética, ventosas e balanceamento muscular via mandíbula/maxilar, spiral tape.

Terapia Minuto

Chakras e cristais, reflexologia, auriculoacupuntura.

Terapia Vibracional

Reiki, aromoterapia, radiestesia e cromoterapia (com feng shui — cura de ambiente).

Terapia do Movimento

Lian Gong, Saúde Feminina — Casa de Força e respiração meditativa.

Onde a ciência encontra a natureza

Espaço onde ciência e ancestralidade se encontram para trazer equilíbrio e bem-estar. Perfumes terapêuticos, óleos para dor e águas Floresça-se.

A Floresça-se Ervaria Terapêutica nasceu em novembro de 2018, a partir da minha necessidade de dar asas à minha intuição — aquela que, muitas vezes, precisa ser contida dentro dos atendimentos.

A Floresça-se também nasce do encontro entre minha experiência profissional e minha vivência em aldeia indígena, onde aprendi a olhar para as ervas, os aromas e a natureza com respeito, curiosidade e encantamento.

Tudo começou com o primeiro perfume natural, Mulher, Flor em Folha. Depois dele vieram outras 13 misturas, cada uma com sua identidade e seus nomes peculiares, como Pense Organizado, Luz Dourada e Rosa Cumaru.

E o encantamento pelas ervas só cresceu. Vieram os óleos para dor, as pomadas para pequenos machucados e outras criações que unem natureza, cuidado, conhecimento e intuição.

A Floresça-se é, para mim, um espaço onde a ciência encontra a natureza — e onde a intuição também pode florescer.

Um grupo de transformação, na vibração lunar

Há momentos em que tudo o que precisamos é de um lugar seguro para sermos ouvidas.

A Ciranda das Lobas nasceu para reunir mulheres que desejam compartilhar histórias, fortalecer vínculos e aprender formas naturais de cuidar da saúde. Entre conversas, acolhimento e trocas, vamos conhecer a aplicação das ervas e chás, banhos de assento e vaporização uterina, além de prepararmos juntas um spray de ervas para levar para casa.

Agenda aberta — entre em contato para reservar sua vaga. Algumas pautas também acontecem online neste projeto, como meditação guiada, conversas sobre travessias, cura, autocuidado e mais. Fique ligada na comunidade para participar.

Velozes & Harmoniosas

Em 2001, Velozes & Harmoniosas era meu programa de rádio — uma paixão que, por circunstâncias da vida, precisou ficar adormecida.

Em janeiro de 2018, uma amiga me perguntou: "Por que você não monta um podcast?". Fui estudar, descobri um novo universo e me apaixonei pela ideia. Em fevereiro daquele ano nasceu o podcast Chatinha Natureba, apelido que ganhei dos meus pacientes.

O projeto caminhou por um tempo, até ficar em silêncio por cerca de dois anos. Então, mexendo em coisas guardadas, reencontrei aquela paixão antiga: Velozes & Harmoniosas. E veio a pergunta: por que ainda não rebatizei o podcast? Assim, uma paixão adormecida ganhou voz novamente.

Hoje, Velozes & Harmoniosas é um espaço para conversar sobre saúde, práticas de saúde integrativa, experiências vividas, desabafos e assuntos que atravessam a vida — sempre buscando compartilhar informação pertinente e, de alguma maneira, ajudar o próximo.

Algumas paixões não desaparecem. Elas apenas esperam a hora de voltar a florescer.

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